Não se sabe ao certo, mas tudo indica que a pipoca surgiu nas Américas, há mais de mil anos, por obra dos indígenas que aqui viviam. Descobriram que, quando quentes, os grãos das espigas de milho explodiam, transformando-se em um curioso alimento. Acompanhamento perfeito para o cinema ou um bom filme no sofá, a iguaria tem aparecido também em receitas de entradas, pratos principais, sobremesas e até drinques de restaurantes disputados. É o caso da sobremesa Pipoca Bafo do Dragão do Poco Tapas, restaurante de Curitiba especializado em gastronomia molecular. “Um dia uma pipoca caiu no nitrogênio, que uso bastante em minhas receitas, e resolvi colocar na boca. Saiu fumaça pela boca e pelo nariz e achei a sensação interessante”, conta o chef Fábio Mattos. Sucesso do menu degustação, ela leva caramelo e é congelada no nitrogênio à mesa.

No recém-aberto Homa, em São Paulo, a pipoca de sorgo — também chamado de milho-zaburro — é um dos ingredientes de uma salada de rúcula que leva ainda batata assada, cebola roxa, cogumelos e molho de semente de girassol. “Nesse prato, ela entra principalmente como elemento decorativo, deixando a sua apresentação mais interessante”, diz o chef Gilson Almeida. Na seara dos drinques, o Odeon, do restaurante Urukum, no Rio de Janeiro, leva bourbon de milho, calda de pipoca, guaraná e lâminas de casca de tangerina com sal de pipoca na borda.